Na indústria de alimentos, a drenagem higiênica muitas vezes é um dos pontos mais subestimados do ponto de vista sanitário. Enquanto equipamentos e superfícies de contato recebem grande atenção, o sistema de ralos e canaletas costuma ser tratado apenas como um equipamento para descarte de líquidos, e não como um ponto de controle ambiental. Em alguns casos, essa negligência pode levar até ao fechamento da fábrica.
A drenagem higiênica refere-se a sistemas de escoamento de líquidos projetados para garantir higiene, segurança e conformidade sanitária em ambientes de alta exigência. Esses sistemas são construídos com superfícies lisas e sem porosidade, com cantos arredondados que impedem o acúmulo de resíduos, sujeira e microrganismos, reduzindo os riscos de formação de biofilmes e de contaminação cruzada.
Em entrevista ao Portal e-food, Pedro Cruz, desenvolvedor de negócios na ACO, empresa referência mundial em soluções de drenagem higiênica, explica por que a drenagem ainda é negligenciada em muitas indústrias.
“A drenagem higiênica não é vista como uma ‘superfície de contato’. Isso acontece por falta de conhecimento técnico, por questões de custo e também porque não está na altura dos olhos. No Brasil, ainda temos uma cultura mais reativa do que preventiva, muitas empresas só procuram soluções de drenagem higiênica depois de enfrentar algum surto ou recall”, analisa o especialista.
A drenagem pode ser considerada um ponto crítico de higiene dentro dos ambientes produtivos. Isso acontece porque a água, os resíduos e a umidade que circulam nesses sistemas podem espalhar contaminantes por toda a planta industrial, alcançando inclusive áreas de manipulação de alimentos.
Casos de contaminação cruzada frequentemente têm origem em falhas simples, como:
- Rejuntes quebrados entre o piso e o ralo;
- Canaletas com acúmulo de resíduos;
- Drenos de difícil acesso para limpeza;
- Má separação entre áreas limpas e áreas sujas.
VÍDEO: POR QUE A DRENAGEM É IMPORTANTE
Design higiênico x não higiênico
A principal diferença entre a drenagem higiênica e a convencional está no design e na capacidade de evitar contaminações. Enquanto os sistemas higiênicos são fabricados em aço inoxidável, com superfícies lisas, soldas contínuas e sem frestas que acumulam resíduos, os sistemas comuns costumam apresentar cantos vivos e materiais porosos. Essas características favorecem a retenção de umidade e a proliferação de bactérias e biofilmes.
Imagem: Divulgação/ ACO
Drenagem higiênica: por onde começar?
Segundo Pedro, é possível avaliar se uma indústria tem potencial para implementar esse tipo de solução a partir de cinco pilares principais:
1- Qual produto é fabricado pela empresa;
2- Qual é o nível de umidade e lavagem do ambiente;
3- Se a empresa busca certificações sanitárias;
4- Qual é a condição atual da drenagem instalada;
5 – O histórico de problemas sanitários.
“Com base nesses cinco pilares, conseguimos avaliar se a empresa já tem potencial para implementar a drenagem higiênica. Na verdade, esse tipo de sistema deveria ser uma obrigação para qualquer indústria alimentícia”, conclui o especialista.
A ACO é referência mundial em soluções de drenagem higiênica para ambientes que exigem controle rigoroso de limpeza e segurança. Com a filosofia HygieneFirst, a ACO desenvolve canaletas, ralos, tubos, rodapés e acessórios com design higiênico certificado, pensados para eliminar riscos de contaminação e facilitar a manutenção diária.
As soluções da ACO são utilizadas em indústrias de alimentos e bebidas, oferecendo segurança, eficiência e durabilidade em conformidade com os mais altos padrões internacionais de higiene.
