Em uma edição com recorde de inscritos, o “Webinar QIMA & Portal e-food: Auditoria de fornecedores – entenda as etapas do processo”, realizado na terça-feira (14/10), reuniu profissionais da área de segurança de alimentos em um debate aprofundado sobre as práticas, desafios e critérios envolvidos na auditoria de fornecedores.
O evento, gratuito e online, foi mediado por Luciana Salles, cofundadora do Portal e-food, e contou com a presença de duas referências na área: Ana Pelegrino, diretora de desenvolvimento técnico na QIMA com 20 anos de experiência em indústrias de alimentos, e Fabiana Silveira, fundadora da Aplicare Consultoria, instrutora e auditora líder de diversas normas ISO, com mais de 25 anos de experiência em sistemas de gestão e fabricação de embalagens.
Durante o encontro, as especialistas responderam perguntas pré-definidas e outras enviadas pelo público. Juntas, elas trouxeram uma visão prática sobre como as auditorias contribuem para a homologação, o monitoramento e o desenvolvimento de fornecedores, reforçando a importância da gestão de riscos, da clareza nos critérios de avaliação e da construção de relações de confiança entre cliente e fornecedor.
O papel da auditoria na homologação e no monitoramento de fornecedores
Fabiana Silveira explicou que a auditoria é uma ferramenta fundamental para avaliar se o fornecedor atende aos requisitos de segurança de alimentos, boas práticas de fabricação, rastreabilidade e conformidade legal. Durante o processo de homologação, a auditoria permite verificar a maturidade do sistema de gestão e reduzir incertezas antes de incluir o fornecedor na cadeia de suprimentos.
No monitoramento, o papel da auditoria é garantir a melhoria contínua, acompanhando a performance do fornecedor, identificando desvios e assegurando a manutenção dos padrões ao longo do tempo. “A auditoria gera confiança e consistência entre as partes”, destacou Fabiana.
Critérios e protocolos de auditoria
Ana Pelegrino abordou os critérios para a construção de protocolos de auditoria ao destacar a importância de seguir referências normativas, como a ISO 19011. A especialista explicou, ainda, que há protocolos validados e amplamente utilizados em auditorias de segunda parte, como BRC Start!, IFS Progress e SQF Fundamentos. Os checklists também devem incluir itens essenciais como boas práticas de fabricação, HACCP, rastreabilidade, food fraud e food defense.
Segundo Ana, a clareza nos critérios, seja em contratos, especificações ou acordos comerciais, é essencial para evitar surpresas e custos inesperados. Essa transparência, além de facilitar a execução da auditoria, contribui para o desenvolvimento técnico e operacional dos fornecedores.
Classificação, priorização e gestão de riscos
Um dos pontos centrais da discussão foi a definição de critérios para priorizar e classificar fornecedores a serem auditados. Fabiana Silveira destacou que a gestão de riscos deve considerar o impacto do fornecedor na segurança do produto, o tipo de insumo (ingrediente, embalagem ou serviço), o histórico de desempenho, a criticidade do processo, o contexto regulatório, a localização e até a suscetibilidade à fraude.
Ela reforçou que certificações reconhecidas, como BRCGS, FSSC 22000 e IFS, ajudam a reduzir o risco percebido, mas não substituem a análise individual e contextual de cada fornecedor. “Mesmo com certificações, é importante entender o escopo, a maturidade e as particularidades de cada operação”, alertou.
Autoavaliações e rastreabilidade
As especialistas também discutiram a eficácia das autoavaliações e auditorias documentais. Pelegrino explicou que essas práticas podem ser úteis como triagem inicial, mas que não substituem as auditorias presenciais, principalmente em fornecedores de alto risco. “Um questionário pode ser respondido de boa fé, mas sem entendimento pleno dos requisitos”, observou.
No tema rastreabilidade, Ana reforçou que normas como a BRCGS exigem a realização de exercícios práticos para verificar a eficácia do sistema. Fabiana acrescentou que, embora a legislação não defina prazos específicos para o tempo de rastreabilidade, o mercado e os clientes frequentemente exigem respostas em até quatro horas, e que auditorias remotas se mostraram eficazes para avaliar a documentação e os controles do processo.
Com uma troca rica de experiências e exemplos práticos, o webinar reforçou o papel estratégico das auditorias na construção de cadeias de fornecimento seguras, transparentes e sustentáveis. A alta participação dos inscritos, que contribuíram enviando dezenas de perguntas no chat da live, demonstram o interesse crescente do setor por boas práticas e padronização de processos.
QIMA grande incentivadora
Este evento só foi possível graças à QIMA, que esteve à frente da organização desta edição. A certificadora tem presença global em mais de 100 países e atua junto às indústrias de produtos de consumo, alimentos e ciências biológicas. A empresa apoia 30 mil marcas, varejistas, fabricantes e produtores de alimentos em todo o mundo.
Combinando experiência local e soluções digitais inovadoras, a QIMA oferece precisão e visibilidade aos dados de qualidade, segurança e conformidade. Guiada pela paixão pelo cliente, integridade e compromisso em simplificar processos, a empresa tem revolucionado o setor de testes, inspeção e certificação.
