A formação de profissionais altamente qualificados é uma das bases para garantir a segurança de alimentos em todas as etapas da cadeia produtiva. A avaliação quadrienal (2017/2020) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) traz um panorama da excelência dos programas de pós-graduação no país, e destaca os mestrados profissionais com melhor desempenho na área de alimentos.
Entre os programas avaliados, o destaque vai para o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), que recebeu nota 5, a mais alta possível para programas de mestrado profissional. A nota reconhece a excelência do curso em critérios como qualificação do corpo docente, produção técnica e científica, impacto regional e articulação com o setor produtivo.
Na sequência, outros 7 programas conquistaram a nota 4, demonstrando alto padrão de qualidade e compromisso com a formação aplicada à realidade do mercado e da indústria de alimentos. São eles:
- Programa de Mestrado Profissional em Tecnologia de Alimentos – Instituto Federal Goiano
- Ciência e Tecnologia de Alimentos – Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
- Ciência e Tecnologia de Alimentos- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas –
- Ciência e Tecnologia de Alimentos – Instituto Federal do Triângulo Mineiro
- Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados – Universidade Federal de Juiz de Fora
- Tecnologia de Alimentos – Universidade Tecnológica Federal do Paraná
- Ciência e Tecnologia de Alimentos – Universidade Federal de Pelotas
A única exceção entre os cursos listados é o programa da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), que recebeu nota 3 por ser um curso novo na época da avaliação.
Esses programas são essenciais para o desenvolvimento de soluções aplicadas à indústria, à inspeção sanitária, ao controle de qualidade e à pesquisa em segurança de alimentos. O modelo de mestrado profissional permite uma formação voltada à prática, conectando ciência e setor produtivo,uma estratégia importante para fortalecer políticas públicas, boas práticas e inovação tecnológica.
A Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e professora no IF Sudeste MG, campus Rio Pomba, Eliane Maurício Furtado Martins, explica que o papel dos programas profissionais da área de Ciência de Alimentos é possibilitar o aprofundamento e a qualificação de profissionais, unindo o conhecimento teórico a suas aplicações em situações cotidianas do mundo do trabalho, cada vez mais exigente de profissionais capacitados para tomar decisões com segurança.
“Os programas de pós-graduação profissionais contribuem para o desenvolvimento de pesquisas de avaliação e controle da qualidade de alimentos e matérias-primas, tais como análise de agentes físicos, químicos e biológicos, que possam oferecer riscos à saúde dos consumidores. Assim, promovem o fortalecimento da segurança de alimentos no país por integrar os conhecimentos sobre controle de qualidade de produtos alimentícios e matérias-primas com a gestão da qualidade enfatizando as Boas Práticas de Fabricação (BPF), os princípios do sistema APPCC e as normas certificadoras dos sistemas de gestão da qualidade”, opina.
Os dados apresentados nesta matéria têm como base a última avaliação concluída pela CAPES, referente ao quadriênio 2017–2020. No momento, está em andamento a avaliação do período 2021–2024, o que significa que os conceitos dos programas podem sofrer alterações assim que os novos resultados forem divulgados.