Destaques do Webinar Tudo sobre armadilhas luminosas para quem trabalha com alimentos

Mais de 180 profissionais se reuniram na tarde desta quarta-feira (09/09) para participar do Webinar Ultralight & Portal e-food – Tudo sobre armadilhas luminosas para quem trabalha com alimentos. Com o objetivo de auxiliar empresas de controle de pragas urbanas e promover o uso seguro e eficaz desses equipamentos, os especialistas convidados trouxeram dicas sobre os tipos de dispositivos, os locais adequados para instalação, as principais recomendações e os erros mais comuns.

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Estiveram na mesa-redonda o engenheiro Marcelo Pereira, criador da primeira armadilha luminosa brasileira. Com pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e Food Safety, Marcelo levou uma bagagem única para enriquecer o evento com insights práticos, tecnológicos e atuais sobre o controle de pragas na indústria de alimentos.

O biólogo Anderson Aranha também foi um dos palestrantes. Ele é especialista em Controle de Pragas e mestrando em Vigilância e Controle de Vetores, com experiência em entomologia aplicada, manejo integrado de pragas urbanas e controle de vetores. Anderson atua conectando conhecimento científico às práticas e aos desafios do mercado, por meio de sua atuação no Truly Institute e na Truly Nolen Brasil. O debate foi mediado pela fundadora do Portal e-food, Luciana Salles.

Se você não conseguiu se conectar ou participou do evento e quer rever alguns dos pontos debatidos, confira abaixo um resumo do webinar.

Objetivo das armadilhas luminosas

Na primeira rodada de perguntas, os especialistas esclareceram que a função primordial de uma armadilha luminosa ultrapassa a mera captura de insetos, atuando como um biomonitor que opera 24 horas por dia. O monitoramento fornece diagnósticos importantes sobre problemas estruturais, falhas de manejo sanitário ou rotas de entrada de pragas no ambiente.

O engenheiro Marcelo Pereira enfatizou que as armadilhas capturam informações estratégicas que, quando interpretadas, permitem identificar vulnerabilidades específicas na indústria. “Ao analisar esses dados, as empresas podem atuar sobre a causa raiz das infestações, evitando que pragas cheguem até os alimentos”, observa o CEO da Ultralight.

Influência do design na eficiência

Os profissionais também discutiram como o design da armadilha, especialmente a direção da luz, impacta diretamente seu desempenho. O equipamento deve ser escolhido com base no comportamento da praga-alvo. Os especialistas alertam que em ambientes com resíduos no chão ou áreas com insetos voadores em diferentes alturas, são necessários direcionamentos de luz diferentes, para baixo ou para cima, a fim de maximizar a atração.

Como dica para a localização estratégica, o engenheiro Marcelo Pereira alertou que a instalação de armadilhas deve evitar a proximidade com alimentos ou áreas de manipulação, pois o equipamento pode atrair pragas para locais sensíveis ou causar contaminação física caso o inseto colida com a armadilha.

Os especialistas ressaltaram ainda o perigo de instalar dispositivos em frente a portas ou janelas sem o objetivo de interceptação, o que pode atrair pragas do ambiente externo para o interno.

Diagnóstico via refil entomológico

Anderson Aranha explicou que a análise do refil (placa adesiva) da armadilha luminosa é uma fonte rica de diagnóstico. A correta identificação dos insetos capturados, como moscas endofílicas ou pragas externas, permite direcionar as ações corretivas para áreas específicas, como ralos, pontos de fermentação ou falhas estruturais, fundamentando um plano de controle mais eficiente.

Ainda sobre o monitoramento, Aranha opinou que os relatórios de controle de pragas devem conter uma análise crítica, não se limitando à apresentação de números ou gráficos. “A análise qualitativa, como a identificação de tipos de insetos e níveis de saturação nas armadilhas luminosas, é essencial para diagnosticar problemas estruturais e direcionar orientações eficazes aos clientes. Além disso, a comunicação precisa ser finalizada com um plano de ação após a identificação de problemas, caso contrário, a informação perde utilidade. A busca pela causa raiz é necessária para evitar o uso excessivo de produtos químicos, que oferecem riscos de segurança aos alimentos e falham em solucionar a infestação”, completa.

Marcelo Pereira complementou explicando que muitos profissionais falham ao não realizar uma análise adequada de tendências ou ao descartar dados das placas adesivas. “A taxa de captura, obtida dividindo-se o número de insetos pelo número de dias de exposição, é apresentada como uma métrica fundamental para padronizar o monitoramento, independentemente da frequência de visitação do prestador de serviço.”

Normas e referências técnicas

Ao fim do webinar, Marcelo Pereira indicou as normas consolidadas da AIB International, o guia IFS e o código SQF (versão 10) como as principais referências técnicas para empresas que buscam conformidade e excelência em controle de pragas na indústria de alimentos.

ACESSE AQUI OS DOCUMENTOS

Entre as dicas deixadas pelo especialista está ainda o guia com os “10 Mandamentos das Armadilhas Luminosas”, disponível no site da Ultralight, apoiadora deste webinar. Marcelo Pereira recomendou consultar o material para garantir a conformidade e a eficácia do programa de controle.

OS 10 MANDAMENTOS DAS ARMADILHAS LUMINOSAS

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