Especialista responde: como superar falhas no controle de pragas

O Portal e-food conversou com Marcelo Pereira, criador da primeira armadilha luminosa adesiva brasileira para monitoramento e controle de insetos voadores

O controle de pragas na indústria de alimentos é um dos pilares para garantir segurança, qualidade e conformidade com normas internacionais. No entanto, ainda é comum que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) seja tratado como um custo operacional, e não como um investimento estratégico na integridade do alimento em produção.

Quem explica é Marcelo Pereira, fundador e CEO da Ultralight com mais de 30 anos de experiência e criador da primeira armadilha luminosa adesiva brasileira para monitoramento e controle de insetos voadores. Em entrevista para o Portal e-food, o especialista, que também é engenheiro mecânico, explica que atualmente o maior desafio da indústria está na forma como o MIP é enxergado pela empresa.

“Muitas vezes, o MIP é visto apenas como custo, quando na verdade deveria ser entendido como um investimento em segurança e proteção da marca. Outro ponto crítico é a responsabilidade compartilhada: qualidade, manutenção, produção, limpeza e o prestador de serviço precisam atuar juntos, porque se um falha, todo o sistema perde eficiência”, afirma.

Segundo Marcelo, a cultura organizacional acaba sendo um fator decisivo. “Não adianta ter armadilhas se as portas ficam abertas ou se o lixo não é bem manejado. Quando a gestão de pragas é tratada apenas de forma reativa, em vez de preventiva e baseada em risco, o programa dificilmente alcança resultados consistentes”, diz.

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Certificações internacionais 

O CEO da Ultralight explica que normas globais como a ISO 22000 e certificações reconhecidas pelo GFSI, entre elas, FSSC 22000, BRCGS, IFS e SQF, consideram o controle de pragas um pré-requisito essencial de higiene.

“Isso significa que não basta ter relatórios arquivados: é preciso demonstrar que existe prevenção, que há monitoramento contínuo, que os dados coletados são analisados e que ações rápidas são tomadas sempre que ocorre algum desvio. Em resumo, o auditor quer ver evidências claras de que a empresa sabe onde estão os riscos, o que está fazendo para controlá-los e se as medidas aplicadas estão funcionando de fato”, pontua.

Inovação e tecnologia a favor do controle de pragas

Nos últimos anos, soluções tecnológicas vêm transformando a forma como as indústrias monitoram e gerenciam suas áreas produtivas. Um exemplo são as armadilhas luminosas inteligentes, capazes de identificar tendências, rotas de acesso de insetos e comportamentos que indicam falhas no processo.

Marcelo Pereira destaca que as soluções desenvolvidas pela Ultralight vão além da captura. “Nossas armadilhas permitem monitorar espécies e quantidades de insetos, gerar gráficos de tendência e identificar rotas de acesso. Também oferecemos treinamentos que capacitam os usuários a interpretar dados e transformá-los em ações eficazes”, explica.

A empresa também representa no Brasil o iGEO ERP, um dos softwares de gestão de pragas mais avançados do mundo. Segundo Marcelo, novas ferramentas estão a caminho, como um aplicativo para contagem e identificação de insetos e dispositivos inteligentes para monitoramento de roedores, todos integrados ao sistema iGEO.

“Com isso, o programa de pragas se torna mais estratégico e totalmente alinhado às exigências das certificações”, reforça o engenheiro.

Armadilha luminosa da Ultralight 

Embora capturar insetos voadores seja uma função importante, as armadilhas luminosas possuem outras aplicações cruciais para os programas de controle integrado de pragas.

Através da contagem e análise de capturas em suas placas adesivas, pode-se fazer o monitoramento dos insetos voadores, identificar as espécies e quantidades, rastrear a rota percorrida pelas pragas, por onde elas estão entrando, verificar se há falhas nas barreiras físicas (como cortinas de ar e portas automáticas), e identificar possíveis falhas no cumprimento dos Programas de Pré-Requisitos (falhas de BPF).

É possível ainda gerar gráficos de tendências, que vai permitir o rastreamento das atividades das pragas ao longo do tempo, bem como a análise da eficácia do programa de CIP.

As armadilhas luminosas são fundamentais para a tomada de decisão e tratamento da causa raiz para prevenir novas infestações. Podem e devem ser usadas como ferramentas proativas para a prevenção de pragas. A instalação do modelo certo de armadilha, nos locais estratégicos, permite capturar e identificar as pragas voadoras precocemente, antes que tenham a chance de estabelecer uma população maior.

Outro benefício é a redução da necessidade de métodos químicos de controle de pragas. Ao usar armadilhas luminosas de forma estratégica e preventiva, as empresas podem reduzir a dependência de pesticidas, que são prejudiciais tanto para os seres humanos quanto para o meio ambiente.

Entre em contato com a Ultralight e saiba mais sobre as armadilhas luminosas.

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