Veja o que foi destaque no webinar sobre controle de pragas na indústria de alimentos

Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, ou deseja relembrar os principais pontos discutidos, confira nesta notícia os principais destaques do encontro

Com quase 400 inscritos, o primeiro webinar gratuito do Portal e-food em 2026, realizado em parceria com a Ultralight, foi considerado um sucesso entre os profissionais da área de segurança de alimentos. Durante a transmissão, realizada na terça-feira (10/03), os especialistas Ana Caroline Barbosa, que atua há mais de dez anos na indústria, e Marcelo Pereira, criador da primeira armadilha luminosa brasileira, responderam às dúvidas dos participantes e discutiram os principais riscos relacionados ao controle de pragas.

O debate abordou estratégias para mitigar esses riscos por meio de um programa estruturado de manejo integrado, capaz de proteger os alimentos e evitar incidentes que possam impactar a reputação das marcas e a conformidade regulatória.

Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, ou deseja relembrar os principais pontos discutidos, confira abaixo os destaques do encontro.

Quando analisar os riscos no controle de pragas

O debate, mediado pela cofundadora do Portal e-food, Luciana Salles, começou com Marcelo Pereira respondendo a uma pergunta central: qual é o momento ideal para analisar os riscos associados ao controle de pragas?

Segundo o especialista, a avaliação deve acontecer antes mesmo do surgimento de problemas e sempre que houver mudanças estruturais ou operacionais, como alterações de layout, troca de fornecedores, novas matérias-primas ou variações sazonais. “O risco deve ser analisado no início das operações, revisado em todos os processos de mudança e acompanhado continuamente, aplicando os princípios da gestão de riscos ao manejo integrado de pragas”, destacou.

Falhas comuns na definição do escopo do programa

Na sequência, Caroline Barbosa abordou os erros mais frequentes na definição do escopo do Programa de Controle de Pragas. De acordo com ela, uma falha recorrente é o subdimensionamento do programa, quando a inspeção de dispositivos recebe mais atenção do que a identificação de riscos e oportunidades de melhoria.

“A falta de tempo do colaborador impede o desenvolvimento de vínculos e a atuação preventiva, fazendo com que o programa se torne reativo, focando apenas nos problemas já ocorridos”, explicou.

Marcelo Pereira complementou afirmando que a contratação baseada exclusivamente no menor preço e a utilização de escopos genéricos, muitas vezes herdados de contratos anteriores, também comprometem a eficácia do programa. Para ele, cada empresa deve estruturar o controle de pragas de acordo com as particularidades de sua operação.

Principais fatores de risco para a proliferação de pragas

Marcelo Pereira, que também é CEO da Ultralight — empresa referência em soluções para monitoramento e controle de insetos voadores na indústria de alimentos — listou alguns dos principais fatores que favorecem a presença de pragas nas instalações industriais.

Entre eles estão falhas na infraestrutura da planta, como problemas de vedação em portas, janelas e ralos, telhados abertos e estruturas que podem servir de abrigo. O tipo de produto e o processo produtivo também influenciam diretamente o risco, especialmente em indústrias que trabalham com açúcar, grãos ou laticínios.

Outros pontos críticos incluem o fluxo de materiais na área de recebimento, o manejo inadequado de resíduos, falhas em drenagens e o entorno da indústria, como a proximidade com aterros sanitários ou estações de tratamento de esgoto.

Monitoramento da eficácia do programa

Ao abordar o monitoramento da eficácia do programa de controle de pragas, Ana Caroline Barbosa destacou que a retroalimentação do sistema de gestão depende do contato direto com os colaboradores que atuam nas áreas produtivas. Segundo ela, é fundamental compreender o que acontece na rotina operacional para que o sistema seja atualizado de forma consistente.

Escuta ativa e confiança no sistema de gestão

A especialista ressaltou a importância de construir uma relação de confiança com os profissionais que estão na ponta do processo. “Eles precisam se sentir seguros para comunicar problemas recorrentes à equipe de qualidade. Apesar da tecnologia disponível, as indústrias são operadas por pessoas”, afirmou.

Barbosa explica que a área da qualidade não deve ser percebida apenas como um setor de fiscalização, mas como um elo de conexão capaz de reunir informações importantes para a melhoria contínua do sistema de gestão.

A palestrante também enfatizou a importância dos relatórios no controle de pragas. “Se os relatórios não fornecerem as informações necessárias, não será possível retroalimentar o sistema de gestão nem revisar adequadamente os programas de pré-requisitos”, explicou.

Identificação de rotas de pragas e integração de sistemas

A análise das placas adesivas de armadilhas luminosas, por exemplo, permite identificar possíveis rotas de entrada das pragas, revelando por onde os insetos estão acessando determinados setores e indicando eventuais falhas estruturais.

Durante a conversa, Marcelo Pereira mencionou o sistema de gestão de controle de pragas IGEL ERP, que possibilita integrar essas informações ao sistema de gestão de segurança de alimentos em tempo real. Segundo ele, tecnologias como armadilhas inteligentes equipadas com sensores e sistemas de identificação de pragas tendem a ampliar o acesso aos dados e facilitar a tomada de decisão.

Redução do uso de químicos e novas tecnologias

Marcelo Pereira também destacou que o setor vem passando por um movimento de redução da dependência de produtos químicos, priorizando estratégias preventivas e o monitoramento contínuo, abordagem alinhada aos princípios do Manejo Integrado de Pragas e da gestão de riscos.

Entre as alternativas mencionadas estão raticidas à base de vitamina D3, considerados mais seletivos para roedores, além de soluções como terra de diatomáceas, larvicidas, óleos essenciais e o uso de ozônio.

Outro avanço citado foi o monitoramento em tempo real por meio de armadilhas luminosas capazes de fotografar e identificar pragas automaticamente.

Troca rica de experiências e exemplos práticos

Com uma troca rica de experiências e exemplos práticos, o webinar reforçou o papel estratégico na segurança dos alimentos. A alta participação dos inscritos, que contribuíram enviando dezenas de perguntas no chat da live, demonstram o interesse crescente do setor por boas práticas e padronização de processos.

Este evento só foi possível graças à Ultralight, que esteve à frente da organização desta edição. Com mais de 29 anos de experiência, a empresa é referência na criação de soluções inovadoras para o monitoramento e controle de insetos voadores.

Parceira do Portal e-food, é reconhecida como a principal fornecedora brasileira de tecnologias luminosas voltadas a esse controle, consolidando sua liderança no mercado.

Saiba mais sobre a Ultralight.

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